sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Oboro Muramasa, a plataforma.






Em uma terra 3D, quem é plataforma é rei.

Afinal, o que esperamos de um game? História? Diversão? Gráficos? Não é fácil agradar a todos. Como o fator Gráficos, por exemplo: Old Gamers, algumas vezes, preferem um game todo pixelado, exigindo apenas uma boa trilha sonora; enquanto os New Gamers (se me permitem) esperam os mais complexos gráficos em uma fusão com efeitos mirabolantes.

O fato é que a inovação está aí, e ela continuará sofrendo sua constante metamorfose dentro do mercado dos jogos digitais. Ao mesmo tempo, o culto ao vintage tem garantido a felicidade para os mais saudosistas. Atualmente, há vários lançamentos de games no grande estilo retro. E não falo apenas dos famosos Indie Games.



Oboro Muramasa ou Muramasa: The Demon Blade - no ocidente - é um tipico jogo de plataforma. Caracterizado, também, como um Action RPG. Desenvolvido pela Vanillaware, Oboro Muramasa é um primo não tão distante de Odin Sphere que foi lançado em 2009. A partir daí já se tem uma ideia do quão belo é a arte de Muramasa. Mesmo que esta data sugira não ser mais uma novidade, devemos lembrar que o Nintendo Wii - ou toda a 7ª Geração - ainda é uma novidade para grande parte dos brasileiros.

O objetivo, além de zerar com os dois personagens - Momohime e Kisuke -, é coletar as chamadas Demon Blades. Com elas, o game libera outros finais que ajudam a entender melhor a história. São 108 dessas belezinhas, cada uma com uma habilidade especial diferente. E mesmo depois de zerar com todos os finais, todas as espadas, explorando todo o mapa, ainda existem desafios. E isso, talvez, é o que chama mais atenção.

Espalhados pelo mapa - do Japão Feudal -, existem os Enemy Lairs. São pequenas árvores mortas com uma entrada barrada por uma força sobrenatural. Para conseguir quebrar essas barreiras, é necessário a espada certa, que se consegue derrotando os chefões. Ao passar pela barreira, os personagens entram em desafios no estilo Survival. Dois chefes de uma vez só, ou dez waves de inimigos fracos para que o jogador ponha em prática suas habilidades com as espadas demoníacas. Isso tudo sem morrer. Além desse desafio, também tem um modo Hard - lá chamado de Shigurui - pra quem zera o game no modo Normal - Shura.

O modo Shigurui é o mesmo dos outros, só que não importa qual o level, o HP será sempre 1. Ou seja, se tomou uma shuriken na canela, já era! Isso, sim, que é desafio. Nada de tutoriais gigantescos. Nada de efeitos complicados só pra chamar a atenção. Nesse desafio é a sua habilidade e persistência que fará a diferença.



Quem pensa que esses desafios são as únicas novidades, precisam conferir o sistema de batalha de Muramasa. Chama a atenção por ser flexível e rápido. Os personagens realmente trespassam seus inimigos; ricocheteiam shurikens e kunais; planam no ar para alcançar um inimigo voador; e cortam todos que estiverem na tela com apenas uma troca de espada.

Muramasa é o jogo de plataforma que faltava para as crianças que começaram suas jogatinas nessas gerações atuais. Arrisco a comparar com os antigos Castlevanias. Uma versão ninja e mais simples, mas com os objetivos facilmente traçados e lineares. E, ainda, com a possibilidade de usar um controle de Game Cube ou um Classic Control do Wii. Deixando os balanços repetitivos do Wii Remote um pouco de lado.

A expectativa, no entanto, de que jogos como este sejam lançados para novos consoles, como o Wii U, por exemplo, não é lá a das maiores. Salvo em consoles portáteis e jogos independentes. Mas é, sim, importante que haja esse equilibrio entre jogos mais simples e as grandes produções inovadoras. Vida longa à Plataforma!

Matheus Bolognini

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